Convide a palavra
para uma conversa franca
e ela não se recusará
ao diálogo.
sábado, 19 de setembro de 2009
Todas as músicas
Todas as músicas
e todos os ritmos
cabem dentro de mim.
Eruditas,
jazz, samba,
MPB,
blues,
soul,
rap,
salsa,
tango,
bolero.
Sem musicar
o meu cérebro
e a minha alma
fico tão pequenininho.
e todos os ritmos
cabem dentro de mim.
Eruditas,
jazz, samba,
MPB,
blues,
soul,
rap,
salsa,
tango,
bolero.
Sem musicar
o meu cérebro
e a minha alma
fico tão pequenininho.
BURACO A CEM METROS
Cuidado!
buraco
a cem metros.
Cuidado!
buraco
a cinquenta metros.
Cuidado!
buraco
a vinte metros.
Cuidado!
buraco
a dez metros.
Cuidado!
Caí no buraco.
Como sou desavisado.
buraco
a cem metros.
Cuidado!
buraco
a cinquenta metros.
Cuidado!
buraco
a vinte metros.
Cuidado!
buraco
a dez metros.
Cuidado!
Caí no buraco.
Como sou desavisado.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
A PALAVRA DEGUSTADA
Eu tenho a palavra
ou perdi a palavra?
Palavra escoando na lama
vejo-a sumindo
no ralo das ideias.
Palavra sobre a mais alta
árvore
do mundo
-inacessível-.
Caiu um fruto na minha mão.
Não precisei apanhá-lo.
Sinto um gosto estranho
ácida palavra
mesmo assim
contemplo
e degusto
o seu sumo
e a sua polpa
que me satisfazem plenamente.
ou perdi a palavra?
Palavra escoando na lama
vejo-a sumindo
no ralo das ideias.
Palavra sobre a mais alta
árvore
do mundo
-inacessível-.
Caiu um fruto na minha mão.
Não precisei apanhá-lo.
Sinto um gosto estranho
ácida palavra
mesmo assim
contemplo
e degusto
o seu sumo
e a sua polpa
que me satisfazem plenamente.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
O QUARTO ESCURO
O medo o jogou no quarto escuro.
Mas ele sempre teve medo de escuro.
Agora o escuro o acolhia.
Que estranha ironia.
Mas ele sempre teve medo de escuro.
Agora o escuro o acolhia.
Que estranha ironia.
domingo, 6 de setembro de 2009
A TORRE
Plantada no tempo
solta no ar
a torre se desloca
como um pássaro estendendo-se
enfunando-se
cada vez mais.
A torre seguirá
por todos os espaços
os mais remotos
e aqueles que há dentro de nós
inacessíveis
e indecifráveis.
solta no ar
a torre se desloca
como um pássaro estendendo-se
enfunando-se
cada vez mais.
A torre seguirá
por todos os espaços
os mais remotos
e aqueles que há dentro de nós
inacessíveis
e indecifráveis.
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